Review ao iGPSPORT iGS618, o tão falado GPS low-cost

 

Depois do unboxing e primeiras impressões, foi a vez de aqui no BTT Lobo, testarmos no terreno (estrada, BTT e rolo) o GPS que anda na boca do mundo, o iGPSPORT iGS618.

 

Esteticamente bonito, pequeno e prático, é um GPS que apesar de não ter touchscreen, acabar por ser fácil de utilizar com recurso apenas às suas 3 teclas de navegação.

 

Permite-nos a criação de vários modos de utilização além dos 3 pré-definidos que são Corrida, Treino e Interior, onde podemos personalizar até 5 páginas de dados, com até 10 campos de dados por página e ainda a página da altitude, das zonas de treino e a de navegação.

 

A quantidade de dados recolhida e que nos pode ser fornecida no imediato, durante o exercício, é enorme e dificilmente faltará um dado de que o ciclista necessite, desde dados de distâncias, velocidades, altimetrias, tempos, cadência, potência, frequência cardíaca, enfim… tudo o que possamos imaginar.

 

Com o iGS618, podemos ainda definir alarmes para zonas de frequência cardíaca, cadência, tempo, distância ou potência e é compatível com as mudanças eletrónicas Shimano, SRAM e Campagnolo bem como sensores de potência Stages, Shimano, Rotor e SRM, segundo a marca.

 

A nosso ver, no que toca à utilização do GPS para gravar/controlar treino, provas ou passeios, é excelente, ainda mais comparando o preço a que pode ser adquirido, face aos preços de outras marcas.

   

 

Uma outra muito boa funcionalidade disponibilizada pela iGPSPORT, é uma APP para a qual podemos carregar os nossos dados, que poderão ser lidos posteriormente tanto na APP como no site e que possibilita ainda o carregamento automático dos dados para plataformas como por exemplo o Strava, não havendo assim a necessidade de ligar o GPS ao PC sempre que queremos carregar os dados, diminuindo a possibilidade de viciação da bateria.

 

A nível de bateria, segundo a marca o iGS618 pode ir até às 22h dependendo da utilização dada. Por aqui, com sensores de cadência/velocidade e fita cardíaca ligados, bem como com a luminosidade do ecrã sempre no máximo, ficou-se a rondar em média as 8h.

 

As ligações por sistema ANT+ e Bluetooth fazem também como que uma grande gama de acessórios possam ser ligados ao GPS.

 

A nível de posicionamento GPS, é bastante fiável e apanha sinal com muita rapidez, sendo que por vezes, até dentro de casa capta sinal uma vez que possibilita a ligação aos sistemas de satélites russo GLONASS ou chinês Beidou, em adição ao usual sistema americano.

 

O início de gravação automática ao detetar movimento, também é possível, podendo dar um tempo de 5s ou 10s para iniciar a gravação após essa deteção, bem como a possibilidade de ativar/desativar a pausa automática ao deixar de detetar movimento, ou o desligar automático após algum tempo sem utilização. Neste último caso, o iGS618 grava os dados disponíveis na altura e ao ligá-lo para o voltarmos a usar, os dados estarão todos a 0.

 

A iGPSPORT capacitou também o iGS618 de luz de fundo automática e modo noturno/diurno automático, facilitando a leitura dos dados.

 

Neste contexto, o iGS618 é de facto muito completo, necessitando apenas de algumas melhorias nas abreviaturas dos nomes dos campos, como é o caso de “Pulsao” para “Pulsação” e correção de um erro que detetámos, sendo que tanto o campo de pulsação média, como a máxima, constam com o nome de “Puls. Média”.

 

O maior ponto fraco desde GPS é de facto a navegação.

 

O iGS618 possibilita o carregamento de rotas em formato .gpx para serem posteriormente seguidas, no entanto, apenas permite zoom entre 1km e 250m, o que pode levar a enganos na estrada/caminho onde nos encontramos, caso sejam muito próximos.

 

A indicação das viragens através de setas com a distância também surgiu poucas vezes e das que surgiu chegou a indicar curva à direita, quando esta era à esquerda.

 

Os mapas, são disponibilizados no site da iGPSPORT, mas são parcos em informação, apresentando apenas as estradas, sendo que fora de estrada, damos por nós apenas a seguir uma linha e sem possibilidade de podermos explorar o mapa. Caso estejamos desorientados no meio do mato e a estrada mais próxima diste mais de 1,5km, não saberemos para que lado nos dirigirmos para a apanhar, em caso de emergência.

 

Outro ponto negativo da navegação é o mapa não rodar e possibilitar que o percurso que vamos a seguir fique sempre para a nossa frente, mesmo com a opção de “Norte para cima” desligada. Assim, acaba por acontecer que por vezes estamos a seguir o track, com a seta que nos direciona a apontar para nós…

 

O iGPSPORT iGS618 pode ser comprado aqui: https://goo.gl/5JQPX7.

 

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