Gino Bartali, o ciclista que salvou judeus do holocausto, é homenageado em Israel

 

O italiano arriscou a própria vida para salvar cerca de 800 judeus da morte

 

O italiano Gino Bartali é uma lenda do ciclismo, que já ganhou o Giro d’Italia três vezes e o Tour de France duas – durantes as décadas de 1930 e 1940.

 

Mas Gino Bartali também é lembrado como o campeão que arriscou a própria vida para salvar centenas de judeus italianos durante o Holocausto. E por isso ele será homenageado com uma escola de ciclismo com o seu nome.

 

Gino usava o guidão de sua bike para ocultar documentos falsos, entregando-os a judeus, que serviam como vistos de saída. Isso permitiu que centenas de judeus não fossem levados aos campos de concentração nazistas.

 

Usando o disfarce de treinamento a distância, Bartali pedalava centenas de quilômetros entregando documentos, enquanto a polícia fascista simplesmente o deixava passar, devido à admiração pelo ciclista.

 

Gino Bartali voltou às competições no pós-guerra, e venceu o Giro d’Italia em 1946 e o Tour de France de 1948.

 

Ele morreu em maio de 2000, aos 85 anos. É creditado a ele a salvação de nada menos do que 800 pessoas.

 

O anúncio do novo empreendimento foi feito na semana passada, durante o Yom HaShoá, ou o “Dia da Lembrança do Holocausto”, quando Israel se recorda dos 6 milhões de judeus assassinados pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

 

A escola, que será na sediada na vila de jovens de Bem Shemen, em Israel, será inaugurada em setembro deste ano.

 

Ela vai oferecer, a crianças e adolescentes entre 14 e 17 anos, a oportunidade de participarem de um curso de formação de ciclistas em diversas modalidades – de mountain bike, ciclismo de estrada, BMX e ciclismo de pista.

 

Até 24 crianças do mundo inteiro serão aceitas neste programa, que estará aberto às diferentes religiões e classes econômicas.

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