Sedentarismo: praticar apenas um tipo de exercício é pouco para completar o treinamento ideal

Especialista explica mortalidade é maior entre pessoas que realizam baixas quantidades de atividade física

 

 

Parece incrível, mas a maioria entre milhares de médicos de todas as especialidades, quando perguntados sobre vida sedentária, responde que, além de fazer, lembram aos seus pacientes que façam exercícios físicos. O que os inquéritos populacionais sobre hábitos de vida, que no Brasil o IBGE denomina de Pesquisa Nacional por amostra de Domicílio contínua, o PNAD, mostram algumas contradições ou erros da percepção das pessoas. Uma pessoa que tem atividades físicas regulares como limpar a casa, caminhar para o trabalho, ou realiza funções profissionais que requerem esforço físico, não é classificado como sedentário. O efeito prejudicial do comportamento sedentário na mortalidade por todas as causas é maior entre pessoas que realizam baixas quantidades de atividade física.

 

Um lado pouco comentado se percebe ao participar de alguns congressos médicos. Ainda encontramos palestras sobre tratamento de algumas doenças em geral e principalmente as cardíacas, além dos principais fatores de risco como a hipertensão arterial, diabetes, obesidade, elevação de triglicérides e alguns tipos de câncer, principalmente os de mama, próstata e reto, ao não se aprofundar com a devida ênfase de que a atividade física regular deve fazer parte obrigatória do tratamento. Consideramos fundamental para a boa recuperação após o infarto do miocárdio, do AVC e de praticamente a maioria das doenças crônicas.

 

Sem dúvida o sedentarismo é um fator de risco independente dos outros para o aparecimento das doenças cardiovasculares em ambos os gêneros masculino e feminino. O que deve ser deixado claro é que não precisamos de academias, mas de orientação de um profissional de educação física, para estabelecer uma planilha progressiva e alternada de exercícios aeróbicos dos grupos de músculos das pernas, braços e do core, associação de exercícios de fortalecimento muscular e de equilíbrio. Os que só praticam corridas, insistimos, é muito pouco para completar o treinamento saudável. Usar outras modalidades esportivas e de treino bem mais intensas, depende do gosto de cada um e principalmente das condições de saúde do seu corpo.

 

*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.

 

Formado em medicina pela FM de Sorocaba PUC-SP, Doutor em Cardiologia pela FMUSP, chefe da seção CardioEsporte do Instituto Dante Pazzanese Cardiologia, especialista por concurso em Cardiologia e Medicina do Esporte, coordenador da Clínica CardioEsporte do HCor, CRM SP 15715, Prêmio Jabuti de Literatura Ciência e Saúde. (Foto: EuAtleta)

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