Ciclismo ajuda mecânico a vencer síndrome do pânico no interior de São Paulo

José Carlos Augusto participa de projeto que percorre as zonas rurais de Jacareí, São José dos Campos, Santa Branca e Guararema

 

 

O esporte tem feito a diferença na vida do técnico mecânico José Carlos Augusto, de 45 anos. Ele descobriu a saída para vencer a síndrome do pânico por meio de um projeto de ciclismo chamado “Pedal Presbiteriano”, em Jacareí, no interior de São Paulo.

 

 

Até os 25 anos, José Carlos andava de bicicleta diariamente. Mas deixou a prática de lado devido aos compromissos do dia-a-dia, como o trabalho. Até aos 42 anos, o jacareiense ficou sem praticar nenhum tipo de atividade física, e por não ter opções de lazer para amenizar o ritmo estressante de sua vida, enfrentou diversas crises.

 

- A síndrome do pânico começou a vir forte. O estresse me deixava assim, com insegurança no trabalho. A pressão do dia-a-dia, as horas extras, a gente não tinha válvula de escape. Para você ter uma ideia, tudo começou com uma gastrite. Depois, vieram os problemas de pressão. Quando descobri a hipertensão, veio a síndrome do pânico – recordou José Carlos.

 

José Carlos conheceu, por meio de um amigo, o grupo que se reúne todos os sábados de manhã, coordenado por Décio Aquino. O dia era ideal para José Carlos, que passou freqüentar mais os percursos de bicicleta pela zona rural da cidade, fazer amizades e encontrar um refúgio no ciclismo.

 

- Chegando para trabalhar, uma vez, eu comecei a ter uma crise. Comecei a tremer, comecei a pensar que ia morrer. Uma coisa foi levando a outra, e acabei desesperado. Por conta disso, fui procurar uma coisa para eu me extravasar, e encontrei no ciclismo esse refúgio. No começo do pedal eu pensei em desistir, mas voltei a ser firme, e consegui vencer. Tem momentos na vida que a gente fica pra baixo, que a tristeza bate, mas a gente tem que ser mais forte do que isso – contou José Carlos.

 

Totalmente curado da síndrome do pânico, José Carlos, que tem uma filha de 11 anos e é casado, vive muito bem. Os traumas que o afligiam ficaram no passado.

 

- Quem está ali pedalando no dia-a-dia, quem sai de manhã sente: você sentir e fazer o que você gosta, ter uma sensação de vida, de liberdade, é algo incrível. É o contrário de estar em crise. Você sente tudo ao seu redor e é algo muito bom, o ar fresco.

 

O Pedal Presbiteriano teve inicio em 2014, com seis participantes, e em 2018 o projeto conta com 30 pessoas. O ciclo turismo é praticado pelas zonas rurais de Jacareí, Guararema, Santa Branca, e São José dos Campos. Seu objetivo é promover a prática de exercícios físicos, combater o sedentarismo, contemplar a natureza e construir novas relações de amizade entre seus membros.

 

(*) Colaborou Emerson Tersigni, sob supervisão de Filipe Rodrigues

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