Em coletiva lotada, Avancini diz não acreditar em título histórico: "Processando"

Após conquistar mundial de maratona na Itália, promessa de medalha para Tóquio 2020 retorna ao Brasil, concede entrevista e faz revelações: "Nunca vou me ver como um cara talentoso"

 

Todos os holofotes do ciclismo brasileiro estão voltados para Henrique Avancini. Vice-líder do ranking mundial, o atleta de 29 anos encerrou a temporada com um título mundial no último sábado, quando tornou-se campeão de MTB (mountain bike) no cross-country maratona - prova que não é olímpica. A repercussão em torno do triunfo na Itália ganhou a semana e segue reverberando no mundo esportivo. Na chegada ao Brasil, Henrique concedeu coletiva - lotada - e falou mais uma vez sobre a importância dos resultados. Confira abaixo detalhes sobre a conquista histórica e a trajetória do campeão que sonha com uma medalha em Tóquio 2020.

  • O choque

- Quando eu tinha 20 anos de idade, larguei a vida no Brasil para tentar carreira internacional na Itália. E essa foi uma fase muito difícil. Chegaram a me dizer que eu deveria abandonar a carreira - lembra - comentou.

  • O começo

- Quando ouvi isso, eu aceitei de uma maneira boa. Foi quando refleti... Se eu não tenho o que eles têm, vou ter o que eles não têm. E a partir disso, eu comecei a largar nas provas com uma única certeza, a de que eu tinha me preparado muito mais do que qualquer atleta. É fundamental ter equilíbrio e um bom psicológico. Eu ainda não me vejo e acho que nunca vou me ver como um cara talentoso no que eu faço, mas ainda sim, eu sou campeão mundial - disse Avancini.

  • Processando

- Eu ainda não consegui digerir o que conquistei. Era uma coisa que eu mirava, almejava. Mas quando se realiza, não deixa de ser chocante. Eu acreditava todos os dias quando subia na bicicleta que um dia eu poderia ser o melhor do mundo e ainda estou processando isso - disse.

  • A temporada

- Esse ano, busquei andar constantemente na frente e aprender mais sobre meus adversários. Agora, preciso começar a aplicar o que aprendi, e aumentar a minha eficiência competitiva ano que vem, para chegar pronto em 2020. Então, não tenho grandes alterações programadas. Mas, começo 2019 com um conhecimento que eu nunca tive e isso, na teoria, é uma vantagem muito grande - disse o atleta.

  • Lesão boa?

- O ano de 2016 foi muito importante na minha jornada como atleta profissional. Eu cresci muito, mas tive uma lesão que perdurou a temporada inteira. E eu tive uma lesão na coluna, em consequência desse problema, durante os Jogos Olímpicos. A partir dela, eu pude reavaliar muitas coisas na minha carreira. Brinco que foi a melhor pior coisa que já me aconteceu, porque talvez tenha sido a única maneira de me colocar no caminho que eu estou hoje - disse.

 

 

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