NX, GX e GX Eagle: Comparativo completo dos grupos da Sram

 

NX, GX e GX Eagle: Era o ano de 2015 quando a Sram anunciou o lançamento do grupo de Mountain Bike GX, seguindo uma tendência das fabricantes de componentes de bike para transmissões com cassetes maiores e sem câmbios dianteiros.

 

As vendas do grupo pelo mundo foram gigantes. Muitas montadoras passaram a lançar suas bikes já com o conjunto GX saindo de fábrica e o grupo consolidava a tendência da relação de única coroa.

 

Uma coisa, porém, era empecilho para que o Sram GX estivesse presente em mais mountain bikes. E não se tratava de compatibilidade ou oferta, mas sim do alto preço.

 

No ano seguinte, a Sram deu mais um salto em inovação ao lançar o conjunto NX. O grupo tinha configurações muito semelhantes ao GX. As diferenças ficavam por conta dos materiais um pouco mais modestos e do custo reduzido.

 

E há exatamente 1 ano, em 2017, a Sram anunciou o GX Eagle. Foi um agito no mundo do MTB e eu dediquei um artigo inteiro sobre esse lançamento.

 

Hoje você verá um compartivo detalhado entre essas três linhas de transmissão da Sram. Veremos diferença em características, qualidade e preço para que você saiba qual dos grupos escolher.

 

Importante: Como a comparação foi feita

 

As linha NX e GX Eagle possuem somente um tipo de categoria: NX é uma transmissão 1×11 e GX Eagle é 1×12.

 

No entanto a linha GX oferece não só uma linha 1×11 como também outras três: A linha de Downhill com relação 1×7, a linha 2×11 e a linha 2×10. Este post compara apenas as linhas NX, GX Eagle e a linha GX 1×11!!

 

Por fim, as peças da transmissão analisadas no comparativo são:

  1. Câmbio Traseiro

  2. Passador

    • Passador Grip Shift

  3. Pedivela e central

  4. Cassete

  5. Corrente

Começando do começo:

 

1- Câmbio traseiro

 

Assim como a Shimano – que possui tecnologias patenteadas (Shadow, Rapid Fire, etc) – a norte-americana Sram leva uma série de assinaturas tecnológicas em suas peças. E os três câmbios traseiros em questão possuem as mesmas tecnologias:

  • Cage Lock – para travar o câmbio em situação de manutenção;

  • Roller Bearing Clutch – que deixa o câmbio e a corrente mais estáveis em terrenos acidentados;

  • X -Actuation, X-Horizon e X-Sync – tecnologias para as linhas de 1 coroa para maior estabilidade da corrente, manutenção da performance em situação com muita lama, entre outros.

Sim, os três câmbios possuem as mesmas tecnologias. O que então muda entre eles?

 

O câmbio traseiro NX, segundo a fabricante, aceita apenas cassetes de até 42 dentes no cog maior, tem os rolamentos internos em aço inoxidável, aceita sistema de 11 marchas e peso total de 322g.

 

O câmbio traseiro GX também é compatível com cassetes de até 42 dentes no cog maior, tem os rolamentos selados, aceita sistema de 11 marchas e também peso inferior,  265g.

 

Já o câmbio traseiro GX Eagle, como o próprio nome Eagle indica, aceita cassetes de até 50 dentes – o que o torna compatível com peças das transmissões dos outros kits Eagle da Sram – aceita sistema de 12 marchas e, acredito que por conta de trabalhar com esse range maior, tem peso superior ao GX convencional – 290g.

 

Conclusão: O NX possui tecnologias encontrada nos kits top de linha da Sram e vem com um custo X benefício interessante. No entanto, é notável a diferença de componentes dele para o GX.

O GX Eagle vem claramente com uma proposta diferente. 12 marchas, compatível com cassetes de 50 dentes… ele evidentemente não é um X01 ou XX1 Eagle, mas está em outro patamar do NX e GX convencional (seu preço também).

 

2- Passador / mudador / alavanca de câmbio

 

O item acima vai ter um nome diferente dependendo da região que você mora. Aqui na minha região chamamos de Passador – e vou me referir a isso como Passador só para facilitar o texto.

 

Enfim, a Sram possui os passadores trigger convencionais, ilustrados acima, e os Grip Shift, que comentarei abaixo.

 

Passadores são pra mim uma peça talvez até mais importantes que os câmbios traseiros. Sim, é essencial um câmbio de boa qualidade, preciso e leve. Mas sem um bom passador para fazer o trabalho de comandar os movimentos da mudança de marcha, nem um câmbio de ponta resolve.

 

Se nos câmbios traseiros as tecnologias eram praticamente as mesmas, os passadores das linhas Sram NX, GX e GX Eagle começam a apresentar mais diferenças.

 

O passador NX traz o mesmo X-Actuation, tecnologia de MTB das linhas de 1 coroa da Sram, comporta a mudança de 11 marchas e tem peso total de 142g.

 

O passador GX tem, além do X-Actuation, a chamada MatchMaker X. A ideia dessa engenharia é que outros aparatos, como a trava da suspensão, fiquei mais organizados no guidão da sua bike. O passador GX também muda 11 marchas e tem peso total de 122g.

 

Já o passador GX Eagle possui, além do X-Actuation e  Matchmaker X, a  tecnologia Zero Loss. A Sram diz que com essa tecnologia qualquer movimento feito em função da mudança de marcha gerará uma precisão total no câmbio. O passador GX Eagle também pesa os mesmos 122g do GX tradicional e muda 12 marchas.

 

Conclusão: o GX aparenta ter uma melhora significativa em relação ao NX, com peso, material e tecnologia diferenciadas. Já o GX Eagle, como vimos no caso dos câmbios, tem a capacidade de mudar 12 marchas e o Zero Loss. GX a frente de NX e GX Eagle fora de escala.

 
2.1 Passador Grip Shift

 

Esse ponto é um adendo. A Sram possui também um modelo de passador no sistema de torção – o famoso Grip Shift. Existe muuuita controvérsia a respeito desses passadores e futuramente dedicarei um review inteiro sobre eles.

 

O que importa pra gente aqui agora é que os três passadores possuem as mesmas tecnologias patenteadas (Jaws, Rolling Thunder, Speed Metal, X-Actuation) e que os três pesam 144g.

 

Isso me faz pensar que o Grip Shifter NX e GX são quase a mesma coisa, e que a diferença para o GX Eagle fica por conta das 12 marchas versus 11 dos outros dois grupos.

 

3 – Pedivela e central

 

Importante: a linha GX e GX Eagle possui duas variações superiores de pedivela, o GX 1400 e o GX Eagle Dub. Eu não considerarei essas versões, apenas as convencionais.

 

Os pedivelas das linhas NX, GX e GX Eagle oferecem diversas configurações de coroa e comprimento:

  • NX oferece coroa de 30, 32, 34, 36 e 38 dentes e comprimento de 155, 165, 170 e 175 milímetros;

  • GX oferece coroa de 30, 32, 34, 36 e 38 dentes e comprimento de 155, 165, 170 e 175 milímetros;

  • GX Eagle oferece coroa de 30, 32 e 34 dentes e comprimento de 165, 170 e 175 milímetros.

No mais, as linhas GX e GX Eagle possuem a tecnologia de movimento central denominada Pressfit 30. A Sram clama que essa tecnologia facilita muito a instalação do pedivela – eu nunca tive um desses então não sei se isso se confirma.

 

Mas fato é que de resto as tecnologias das três linhas da Sram são bem similares e que a diferença fica pela durabilidade e peso do material.

 

E por falar em peso, o pedivela NX pesa 780g, o GX 720g e o GX Eagle 662g  na configuração 32 dentes e 175 milímetros de comprimento.

 

Conclusão: isso é muito pessoal, mas eu acho que o custo benefício que o NX apresenta já cobre os 60g de peso a mais e tecnologia teoricamente inferior. O GX Eagle tem mais de 110 gramas de diferença e se dinheiro não é um problema pra você, eu iria direto do pedivela NX para o GX Eagle.

 

4 – Cassete

 

Esse item é certamente a diferença mais marcante entre os três grupos. Isso por conta da assinatura Eagle que o conjunto GX Eagle leva. Ela marca a entrada da Sram num outro patamar de range de cassetes: o 10-50.

 

O cassete do grupo GX Eagle é o XG-1275, e possui também, além das 12 coroas, compatibilidade com todos os outros grupos Eagle da Sram e peso total de 450g.

 

Já o grupo GX oferece dois tipos de cassete, o XG-1150 e o XG-1175, sendo a principal diferença entre os dois o material e o peso. A coroa de 42 dentes, a maior dos cassetes GX, é feita de um material mais leve no modelo XG-1175. Por conta disso, ele pesa 325g contra os 394g do modelo XG-1150. Ambos possuem 11 coroas na relação 10-42.

 

Por fim o NX. O Cassete do grupo é o XG-1130 e a principal diferença dele o GX é que a sua coroa menor é de 11 dentes, não de 10. Pode parecer pouco, mas nas bikes sem câmbio dianteiro isso faz diferença, e possibilita que se tenha uma coroa menor que o habitual no pedivela. Além disso, o NX pesa 528g.

 

Conclusão: O cassete GX Eagle pode ser uma excelente opção para baratear os grupos Eagle mais refinados da Sram, já que possui a relação 10-50. Já entre GX e NX, eu diria que as diferenças de peso, e principalmente da ausência do cog de 10 dentes do NX, fazem com que o GX ganhe esse duelo.

 

5- Corrente

 

A corrente do NX é a PC-1110. Assim como normalmente encontrado nas correntes da Sram, ela possui Powerlock (um conector de correntes que facilita manutenção e reparo) e com 114 links pesa 273g. Possui a tecnologia X-Sync, para correntes de 1 e recebe tratamento final em cromo.

 

A corrente GX é a PC-1130 também possui Powerlock, pesa 259g com 114 links e possui a tecnologia chamada de PowrChain II – a Sram descreve essa tecnologia como sendo responsável por dar flexibilidade para passagem de marchas ao mesmo tempo que entrega mais durabilidade para a corrente. Recebe tratamento em cromo.

 

Já a corrente da GX Eagle, a GX Eagle Chain (nome super original rs), é específica para sistemas 1×12, pesa 258g com 114 links e tratamento final em níquel. Há também a tecnologia  Flow Link, onde a Sram descreve como sendo uma espécie de tratamento dos rolamentos que ficam “perfeitamente arredondados”, rolando de forma bem mais suave.

 

Conclusão: não sei dizer se essas tecnologias justificam de fato a alteração de preço. O qe sei é que a corrente da GX Eagle não é compatível com os sistemas 1×11.

 

Veredito final

 

Como você deve ter notado, não é muito simples fazer uma comparação do kit GX Eagle com os dois grupos inferiores NX e GX. Isso porque o conjunto é todo em 12v, o que torna boa parte das peças incompatíveis.

 

No entanto, eu quis trazer o GX Eagle para esse comparativo justamente para que ficasse claro as diferenças notáveis dele para os otros dois kits da Sram (em breve farei um comparativo das linhas Eagle da Sram).

 

Porém, quando falamos desses três, eu acho que tenho minha escolha pessoal (Ah curta a página do Aventrilha no Facebook):

 

Se tivesse que comprar um grupo inteiro completo eu iria de GX.

 

Ele tem um custo x benefício superior ao GX Eagle (opinião) e por um custo um pouco mais elevado você consegue vantagens muito interessantes sobre o NX – principalmente a questão do Cassete ter o pinhão maior de 10 dentes.

 

No entanto, se eu pudesse montar o kit escolhendo as peças separadamente, visando custo x benefício, faria o seguinte:

  • Pedivela NX

  • Corrente NX

  • Passador GX

  • Cassete GX

  • Câmbio GX

Claro que não estamos falando aqui de colocar um cassete Suntour dentro das opções pois perderia o sentido do post. E também estou levando em conta que a Sram reforça que os câmbios NX e GX só devem ser instalados com cassete de até 42 dentes, coisa que já vi ser “desrespeitada” muitas vezes.

 

Por fim, se você estiver interessado em outros comparativos de grupos que fiz aqui no Aventrilha, recomendo também:

  • Altus, Acera ou Alivio?

  • Alivio, Deore ou SLX?

  • SLX, XT ou XTR?

  • SRAM ou Shimano?

     

     

     

     

     

     

     

     

     

Please reload

Posts Em Destaque

I'm busy working on my blog posts. Watch this space!

Please reload

Posts Recentes
Please reload

Arquivo