ARACAJU/INDIAROBA (SE)-CONDE(BA)

September 18, 2012

 

Passeio Aracaju-Se / Indiaroba-Se / Sitio do Conde-Ba
Omar Aguiar

 

 

Primeiro dia. Sábado, 15 de setembro de 2012.

Às seis horas da manhã, nos encontramos no posto Select, Eu, Vovô e Heráclito. Depois de calibrarmos os pneus, partimos para o Mosqueiro onde nos aguardavam o Pedro e o Comandante Jou para o café da manhã.
Maria, a cozinheira da casa do comandante é especialista em comidas nordestinas, até hoje nunca comi uma "Rabada" tão boa, além das frutas, pães, café com leite, ela tinha nos preparado um "Guisado de Carneiro" acompanhado de cuscuz, uma delicia de lamber os beiços. Demoramos um pouco para sair, pois Vovô só parou depois de acabar todo o guisado e também, o bate-papo estava gostoso.

As 07h20min, partimos rumo à Indiaroba pelo Litoral Sul de Sergipe, onde passamos pelas Praias de Caueira, Abais e Saco seguindo para Porto do Mato e Porto do Cavalo, onde tentamos a travessia pela ponte, de construção interminável, que liga Porto do Cavalo a Terra Caída.
Logo as 07h40min tivemos a primeira parada, Vovô e Heráclito não podem passar pelo Mosqueiro sem parar no Caldo de Cana do Neném, ainda de bucho cheio, tomamos um caldo de cana pequeno, mas Vovô um caldo grande, reclamando a falta do limão.

 

Saímos às 08h10min em direção a Praia da Caueira, onde tiramos algumas fotos e logo partimos para a Praia dos Abais e Praia do Saco. Em todo este percurso pegamos vento forte e contra, maior inimigo para quem pedala. Não nos demoramos na Praia do Saco, pois existia a dúvida se passaríamos pela ponte, em construção, que liga Porto de Cavalo a Terra Caída. Se não conseguíssemos passar, teríamos de retornar para Estância ou arriscar um barco, em Porto do Mato, que nos levássemos até Terra Caída.
Chegamos aproximadamente às 11h10min na cabeceira da ponte. Logo o vigia Nininho veio nos atender. Depois de quase 15 minutos, não houve negociação. O Nininho se mantinha irredutível, mesmo com promessas de passarmos empurrando as bicicletas. Resolvemos então, irmos até o local onde existia a travessia de balsa. Para nossa sorte, encontramos uma tripulação de um barco, que estava almoçando, ancorado no Porto do Cavalo. Este pessoal foi bastante solícito, estavam a serviço da

 

Universidade Federal de Sergipe, há 8 dias em alto-mar. Como iriam atravessar para Terra Caída, após o almoço, não colocaram empecilho em nos levar.
Tomamos umas cervejas acompanhadas de um ensopado de Aratu enquanto aguardávamos a tripulação almoçar.
Ás 12h10min estávamos em Terra Caída onde resolvemos não almoçar, paramos numa barraca onde tomamos água de coco e comemos muitas goiabas compradas pelo Pedro Viegas, excelente fonte de vitamina C, ferro e potássio, segundo ele nos informou.
Às 13h40min estávamos em Indiaroba, onde nos hospedamos na Pousada Pereira, excelente para os padrões da cidade, os quartos com ar condicionados Splits, bem cuidados e limpos por sua proprietária Dona Maria José Pereira.

 

Após o banho, procuramos nos informar onde ficava o melhor restaurante para almoçarmos e partimos para lá. Logo que a comida começou a chegar bateu um arrependimento no grupo, pela decisão de não ter almoçado em Terra Caída. Nunca passamos tão mal na vida, o feijão sem tempero, o arroz com cara de ontem, o macarrão oleoso demais e a carne de boi dura e cheia de pelanca, o fígado verde e linguiça tostada por fora e crua por dentro, só se salvava a alface com tomate e cebola. Quando o rapaz que estava nos servindo ofereceu mais carne, até Vovô recusou, dizendo que já tinha desgastado demais seus dentes para aquele dia. Eu, e Jou enchemos a barriga de cerveja e salada, Heráclito e Pedro ainda aproveitaram o macarrão e arroz. Só quem passou bem foi Jennifer, uma cadela que fez amizade com o professor, devorando todas as carnes, porém com certa dificuldade. Saímos dali para conhecermos Indiaroba, onde a política no momento é a grande atração. Há uma disputa acirrada entre o treze e o meia cinco agitando a cidade. Percorremos toda a via principal da cidade e paramos num bar às margens do Rio Real, que divide os estados de Sergipe e Bahia.
Tomamos algumas cervejas e conversamos com o povo do local. Recebemos vários convites para participar, logo mais à noite, das passeatas e comícios. Às 18h00min, tivemos de partir devido a grande quantidade de muriçocas, que segundo os moradores, ocorrem quando a maré esta de recuada.
Durante o percurso de volta a pousada, fizemos uma pesquisa eleitoral de opinião, que revelou uma população dividida entre o 13 e o 65.
No jantar passamos bem, dona Maria José tinha nos preparado um bom jantar com comida nordestina, cuscuz, queijo de coalho, ovos, pão torrado e café preto bem passado.
As 19h30min formou-se uma grande algazarra na frente da pousada, vários carros de som, cada um reproduzindo uma musica: é treze, é treze, é treze, eles estão agoniados, pode arrumar a mala da Rural etc., era a concentração da passeata das mulheres do 13. Assistimos tudo na varanda do 1° andar da pousada. Ainda bem que saíram da frente da pousada, às 20h20min, e a paz voltou a reinar no local.
Quando estávamos deitados para dormir, ainda ouvimos um buzinaço, era a passeata do 65 passando em frente a pousada: agora é renovar, o povo unido jamais será vencido, agora é 65, 65,65 etc.
Dormi!!!

 

Segundo dia. Domingo, 16 de setembro de 2012.

 

 

Acordamos cedo e ficamos jogando conversa fora, Vovô e Jou foram à feira e trouxeram bananas e mariolas.
Ás 06h30min estava tomando o café da manhã, muito bem servido com frutas, vitaminas, cuscuz, pães, carne, ovos, queijos, café preto forte etc.
Dona Maria é a faz tudo na Pousada Pereira, lava, passa, cozinha, arruma os quartos e atende os clientes na portaria. Fomos muito bem tratados por ela, e o melhor ainda estava para acontecer, na hora de pagar a conta, nos cobrou um total de R$ 130,00 pela diária com janta e café da manhã incluso, ou seja, R$ 26,00 para cada. Resolvemos pagar R$ 30,00 cada, o que a deixou com um sorriso de um lado a outro da boca.
Partimos rumo ao Sitio do Conde às 07h20min, depois do comandante fazer todos os preparativos para não sentir suas famosas cãibras. É emplastro pra todo lado e Gelol Spray por toda a perna.
De Indiaroba para o Sitio do Conde, contei dezessete subidas, sendo a mais longa e

 

demorada a que termina no posto da Policia Rodoviária Estadual, com quase 2 km de extensão.
Observamos que nosso comandante estava pifando. Na quarta subida ele já ficava para trás e reclamava de umas fisgadas na coxa esquerda. Eu e Pedro resolvemos adiantar um pouco, paramos no pico da ladeira, quando não avistamos mais ninguém. Tínhamos percorrido 29 km e subido 13 ladeiras pela minha contagem.
Passaram-se uns 15 minutos para avistarmos os três, Heráclito, Jou e Vovô. Quando chegaram, o Jou já estava uma carniça. Partimos novamente, Eu e Pedro na frente e os três mais atrás.

 

Com mais 1,8 km de pedalada chegamos ao inicio da quarta rampa, esta a mais longa e a pior de todas, ainda comentamos, "nesta o comandante pede pinico".
Paramos no bar, logo após a Polícia Rodoviária Estadual para comprarmos água. Para nossa surpresa não tinha água para vender, apenas cerveja e refrigerante! Resolvemos partir e aguardar os três onde conseguíssemos água.  
Paramos numa barraca improvisada no acostamento da Linha Verde, onde encontramos de tudo, água, cerveja, refrigerante, água de coco etc. mais sortida que o bar anterior.
Depois de longa espera, resolvemos partir para o Recanto do Sossego, onde ficamos

tomando umas cervejas com caldinho de camarão e sururu de tira-gosto.
Passada mais de meia hora de espera, resolvemos arriscar um telefonema. Jou nos atendeu dizendo que estavam no Posto da Policia Rodoviária. Informamos que estávamos aguardando no Recanto do Sossego.
Já próximo das 11h00min, recebemos um telefonema de um motoqueiro, que conhecemos no Recanto, nos informando que um ciclista tinha indo de carona num caminhão e os outros dois estavam indo para a cidade do Conde.
Pagamos a conta e partimos para a cidade do Conde onde encontramos no Posto PB, Vovô com o dedo mastigado, Jou exausto e Heráclito apavorado!

 

Viemos saber, que o comandante teve uma desidratação grave com contrações, seguida de fortes caibrãs e a lingua enrolou. Heráclito ficou apavorado, chamou Vovô que meteu o dedo na boca do comandante e desenrolou a lingua. Este, retornando a consciência, tacou-lhe uma dentada que arrancou o saboque do dedo.
Pedimos auxílio a um motoqueiro que levou o comandante até um bar, na entrada do Sitio do Conde, onde ficamos aguardando Os Zuandeiros que vinham de Estância, sendo apoiados pelo ônibus de Caldas. Neste local, nosso companheiro Heráclito já estava experiente, deitou Jou no batente do bar e o abanou até sua total recuperação. Logo, o comandante já estava na cerveja, como podemos ver na foto acima. 

 

Os primeiros Zuandeiros só chegaram às 13h30min, Tizara e Capa Capim, que informou que nossa médica Suzana, não tinha vindo com o grupo.

Ás 14h30min partimos todos, agora um grupo de 21 ciclistas, para o Restaurante Tia Zó, no Sitio do Conde, para o tão esperado almoço.
Foi servido um peixe Robalo, ao molho de camarão, acompanhado de arroz branco, pirão e legumes. Uma delicia! Aconselho a todos que passarem por ali, experimentar a culinária da Tia Zó.
Com as bicicletas já acomodadas no reboque, embarcamos no micro ônibus às 17h00min de retorno a Aracaju, aonde chegamos por volta das 20h40min.

 

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